img-feed img-feed-email

Quaresma – A Metamorfose da Borboleta.

borboleta1 Olhando o jardim de minha casa pude notar que as lagartas estavam a devorar um pé de prima-vera, então me lembrei que a meses, lamentei por ver no quintal, apenas borboletas amarelas e pequenas mariposas, pois quando eu era criança, via borboletas das mais variadas cores e corria pela rua na tentativa de capturá-las... Minha mãe vendo as lagartas devorando o pé de prima-vera passou inseticida e eu disse a mim mesmo: estas lagartas nunca serão borboletas...

 

Você caro amigo, pode estar perguntando onde quero chegar com este relato, quero chegar à metamorfose da borboleta. Veja um bicho tão feio, asqueroso, que muitas vezes causa queimaduras e ate a morte, que devora nossas hortas e jardins num dado momento se recolhem dentro de um casulo e um tempo depois surge um novo ser, muitas vezes belo, imponente, colorindo tudo a volta.

 

Você e eu caro amigo, somos como a lagarta feia e asquerosa que muitas vezes destrói o jardim dos outros, com nossos erros, nossa arrogância, soberba, inconseqüência, imediatismo, egoísmo e tanto outros sentimentos e atitudes erradas, levianas.

 

Hoje estamos no segundo dia da Quaresma, o tempo de recolhimento, de reflexão e conversão. A Quaresma é o tempo da mudança, da conversão, da transformação, da metamorfose!

 

Quero convidar você meu amigo, a “entrar no casulo” durante estes dias, e fazer um exame de consciência, uma revisão da sua vida, encarar seus defeitos, fazer um balanço e ver o que pode ser melhorado; convido você a se determinar em mudar ao menos um aspecto de sua vida, o qual você julgar passível de mudança, mas que seja para melhor! Veja onde você pode melhorar, veja o que você pode fazer para ser alguém melhor!

 

Vamos nos esforçar ao máximo para ser melhor, vamos nos empenhar de corpo e alma, com todas as nossas forças e vontades, para que no domingo de Páscoa, possamos renascer como Borboletas em revoada colorindo as manhãs de primavera. Vamos surgir Ressuscitados com o Senhor! Amém!

► Leia mais...

Exorcismo Parte I

Primeira sessão relatada do exorcismo de "Marta"

exorcismo20 Domingo, 22 de setembro de 2002

Exorcismo / Marta, a possuída
O exorcismo que eu vivi em Madri

O correspondente religioso de EL MUNDO vai, incrédulo, ao exorcismo que um sacerdote autorizado pelo Vaticano irá realizar. Mas fica comovido ao ver o que acontece com a jovem possuída pelo diabo

JOSÉ MANUEL VIDAL

-"Hic est dies" (este é o dia), diz o exorcista com o crucifixo na mão.
-Não, responde uma voz rouca de homem que sai da garganta da possessa, uma bela menina de 20 anos.
-"Exi nunc, Zabulon", (saia agora, Zabulon), repete o sacerdote.
-No.
-Por que não quer sair?
-Para servir de testemunho.
-De testemunho de que?
-De que Satanás existe.

Corta-se a tensão no ambiente de penumbra da capela. Satán lutando contra Deus. Uma batalha à qual assisto atônito e em primeira fila pela primeira vez em minha vida. "Esta deve ser a razão pela qual me convidou a presenciar o exorcismo. O diabo quer publicidade", penso no meio do choque. Minha mente gira a toda velocidade. Estamos no clímax de um ritual que, até agora, não encaixa em meus esquemas. E isso porque no seminário os padres seguiram alimentando meu medo infantil do Maligno, sempre disposto a tomar pose de uma alma. Depois do Concílio Vaticano II, o dogma da existência do diabo passou a ser uma "parte vergonhosa da doutrina" e, como tantos outros católicos, também eu prescindi dela.

O exorcista, José Antonio Fortea, pároco de Nossa Senhora de Zulema, está exausto. E isso por que tem apenas 33 anos. Mas está a mais de uma hora lutando, crucifixo empunhado, contra Satanás. Marta (nome fictício da possessa), ao contrário, está tão fresca como no princípio e não deixa de rugir, bufar, revolver-se e agitar seu corpo como uma massa. Com uma força inusitada para uma menina de 20 anos, ainda mais miúda e de traços doces. São 12h30 de um dia qualquer e estou ha uma hora e meia presenciando um exorcismo.

Um par de dias antes, recebi em meu celular uma ligação especial. Especial não por ser de um padre (recebo muitas), mas por ser de um exorcista católico (há um par deles na Espanha) que costumam manter-se muito afastados dos jornalistas. Quer me convidar a presenciar um exorcismo. Fiquei como uma pedra. Assistir a um exorcismo oficiado por um sacerdote autorizado pelo Vaticano é a sorte grande para alguém especializado em informação religiosa. Até esse momento e apesar de levar mais de 20 anos na profissão, o único que tinha conseguido foi entrevistar o exorcista oficial de Roma, o padre Gabriel Amorth. Já então, ao me dedicar seu livro havia escrito: "A José Manuel, com minha gratidão e com a advertência de não ter jamais medo do diabo".

Confesso que por medo decidi devolver o telefonema de parte Fortea e pedir que deixasse vir comigo um companheiro da agência EFE, também especialista em informação religiosa. Aceitou. Nervosos, no dia indicado fomos em carro até a diocese de Alcalá. Era um dia radiante. Chegamos à paróquia com muita apreensão. Questão de preparar-se psicologicamente. Pelo caminho, brincadeiras e nervosismo. O exorcista nos havia citado em sua paróquia, uma igreja moderna, de ladrilho vermelho, situada entre pinheiros. O interior, simples e limpo. Com um mesa e uma grande cruz no meio. Em um lateral, a pia de água benta com uma inscrição: "A água benta afasta a tentação do demônio".

Às 10h30, o exorcista sai do templo e vem a nosso encontro. É alto e magro. Usa bigodes e uma barba recortada. Seu aspecto é imponente. Talvez, por relacioná-lo com sua profissão de expulsador de demônios. Embutido em uma sotaina de um negro imaculado, seu rosto esbranquiçado e sua cabeça calva ressaltam ainda mais. Convida-nos a dar um passeio para nos explicar o caso.

Sete demônios

"Não sou nenhum “showman” nem quero publicidade. Se estão aqui é porque preciso de sua presença para libertar a menina. Têm que ser muito prudentes. Não podem dar pista alguma que permita a identificação nem da menina nem de sua mãe. Preferiria que também não me nomeassem, mas aceito esse sacrifício em vistas de uma maior credibilidade. Mas apenas Deus sabe o quanto me custa e os problemas que isso pode me causar. E não tenham medo. Com vocês não acontecerá nada".Insiste na seriedade do tema. Assegura que no Antigo Testamento aparece 18 vezes a palavra Satã. E no Novo Testamento, 35 vezes a palavra diabo e 21 a palavra demônio. O próprio Jesus fez muitos exorcismos ou o que os Evangelhos chamam "expulsar demônios". Fortea recorda também que João Paulo II realizou pelo menos três exorcismos reconhecidos e adverte que a crença no diabo constitui um dos poucos traços comuns à praticamente todas as religiões. "É o ponto ecumênico por excelência". Aproveita para fazer um pequeno repasso pelas diversas religiões e épocas históricas e as diversas teorias. Continuo me mostrando incrédulo. Tenho da sensação de que se trata de nos condicionar buscando justificações na História.

Para fazê-lo colocar os pés no chão, perguntamos detalhes do caso. Nos conta que se trata de uma menina possuída por sete demônios. Que já expulsou seis, mas que o último ainda resiste. "Chama-se Zabulon, é um diabo quase mudo, mas muito inteligente. Seu nome já aparece na Bíblia. O chefe sempre fica para o final. Estou já há 16 sessões e ainda não consegui expulsa-lo, quando nos casos mais normais, basta apenas três". Não quer dar mais detalhes da endemoniada. Diz apenas que virá acompanhada por sua mãe, "que é uma santa", e que a possessão deveu-se a um feitiço que lhe fez uma companheira de instituto, aos 16 anos. "Em uma das primeiras sessões perguntei-lhe como havia entrado e me respondeu um nome que eu não conhecia. Sua mãe me disse que era uma companheira de classe, que havia invocado Satã para fazer um feitiço de morte contra ela. E de fato, primeiro esteve gravíssima e a ponto de morrer. Uma vez curada, começaram os fenômenos raros". Desde então, sua mãe começa a detectar coisas estranhas em sua filha: móveis que se movem, objetos que se quebram e, principalmente, uma aversão especial aos objetos religiosos, quando era uma menina de ir à missa dominical. Até que um dia, de noite, ouve ruídos estranhos, se levanta e, quando abre a porta do quarto de sua filha, a vê sobre a cama levitando.

Como não quer perder sua única filha, começa a procurar remédios. Fala com o pároco, que a remete a dois famosos psiquiatras. Mas ambos diagnosticam que a menina é absolutamente normal. Nenhuma explicação científica para as constantes dores de cabeça que torturam sua filha. E então, Maria (nome fictício da mãe), a seus 60 anos, se lança à busca de um exorcista. Percorre quase todas as dioceses espanholas. Nenhum bispo quer saber nada de seu caso. Está já disposta a mudar-se com ela para a Itália para ver o padre Amorth, quando lhe falam de um exorcista espanhol que acaba de sair na televisão porque publicou um livro, Demoniacum, sobre os exorcismos.

Neste instante vemos chegar um táxi. "São elas", diz Fortea. Maria, a mãe, é pequena, magra. Seu olhar é todo dor: "Acredito em Deus e sei que, cedo ou tarde, libertará minha filha das garras de Zabulon. Estou há cinco anos neste calvário. Ninguém da minha família sabe. Nem meus irmãos", confessa. Maria é viúva e, cada vez que sai de sua casa para o encontro com o exorcista (praticamente, uma sessão por semana), tem que inventar alguma desculpa. "Não entenderiam e não quero que minha filha fique marcada para sempre".

O ritual

A seu lado, Marta sorri timidamente. Pequena, de grandes olhos negros, um pouco tristes, tem a cara marcada de uma adolescência. Cabelo negro, preso em um rabo. Os lábios grossos e sem pintar, embora contraídos quase com uma careta de dor. Usa jeans, uma blusa azul celeste de manga curta e gola alta e sapatos negros. É bonita. Seus olhos chamam a atenção, mas mais que timidez causam medo, muito medo. Parece uma menina normal que, nos conta, estuda Matemática na Universidade. "É impossível que esteja possessa", penso comigo mesmo.

O padre Fortea abre a capela, abaixo de sua paróquia onde diz a missa diariamente, e volta a fechar com chave por dentro. É pequena, acolhedora. Dentro, penumbra e silêncio absoluto. Fora, um sol radiante. O exorcista pede ajuda para transportar um colchonete forrado de plástico verde, grande e pesado, para coloca-lo ao pé do altar.

A capela, retangular, terá 25 metros quadrados. Sem janelas. No centro, um altar enorme. Em cima da toalha branca e seis velas acesas, sob uma grande Cruz da Trindade, apenas iluminada pela luz mortiça de um alógeno. Ao fundo, a imagem de um Pantocrátor iluminado e o Santíssimo. Em um lateral, uma imagem da Virgem com o Manino nos braços.

Entrando na capela, mãe e filha se preparam para o ritual. Marta coloca meias brancas, enquanto a mãe tira do bolso um terço, um crucifixo de 15 centímetros e uma estampa da Virgem de Fátima, e os coloca ao lado do colchonete. Trato de registrar o mais mínimo detalhe em minha mente. Sigo pensando que assisto a uma montagem. Marta deita no colchonete, olhando a cruz. Maria se ajoelha do seu lado, uma postura que não abandonará durante as seguintes duas horas e meia. O padre Fortea reza um momento de joelhos, tira a sotaina, bebe água e fica do outro lado do colchonete mais afastado do altar.

Pressinto que o ritual vai começar. Sento, com expectativa, no banco. O exorcista estende sua mão direita e a impõe sobre o rosto da jovem, sem tocá-la.Em seguida, fecha os olhos, abaixa a cabeça e sussurra várias vezes uma prece ininteligível. Um alarido desgarrador, o primeiro, quebra o silêncio da capela, penetra em minha alma e me arrepia. Não é humano. É um guincho assustador e profundo que sai da garganta de Marta. Mas não pode ser ela. Não é seu tom de voz. É rouco e masculino. O padre Fortea continua rezando e os rugidos se repetem. Pouco a pouco, o corpo da jovem se estremece vivamente. Sua cabeça se move de um lado a outro com lentidão no princípio, com inusitada rapidez depois.

"Sai, Zabulon"

Com a salmodia do exorcista, a jovem geme e se retorce sem parar. Num instante, o gemido se converte em rugido assustador, altíssimo, furioso. O exorcista acaba de colocar o crucifixo sobre seu ventre e em seu peito, enquanto a asperge com água benta. Chuta com tanta fúria que o crucifixo cai e a mãe o pega e uma e outra vez volta a colocar novamente, enquanto aproxima o terço que Marta atira longe, com fúria. Parece se tranqüilizar um pouco, mas imediatamente volta a rugir. Não há um momento de descanso. O padre Fortea acaba de invocar a São Jorge e, ao ouvi-lo, a jovem grita, bufa, colocas os olhos totalmente em branco, arquea o corpo e se levanta toda a um palmo do colchão. Não consigo acreditar.

-Beija o crucifixo, diz o exorcista.
-Não.
-Jesus é Rei.
-Assididididaj.
-Sequaz de Satanás, estás nas trevas.
-Assididididaj
-Estás fazendo muito bem. Por tua culpa, muita gente vai crer em Deus.
-Não.
-Sai, Zabulon, eu te ordeno em nome de Cristo. A condenação eterna está a sua espera. Não há salvação para ti.

Enquanto o padre Fortea continua ameaçando Zabulon, as mãos da jovem vão se transformando. São como garras. O exorcista reforça suas preces e suas exortações: "Hoje é o dia. Sai, Zabulon. Sai desta criatura em nome de Deus". A jovem se desata em tremores. Os gritos se elevam até o espanto. E com voz rouca diz: "Assassinos". É então que o padre Fortea lhe pergunta porque não sai e Zabulon lhe responde: "Para que as pessoas acreditem em Satanás".

Esgotado, após uma hora e meia de luta, o exorcista se levanta e sai da capela. Isto não pode ser uma impostura nem uma montagem. É preciso muita coragem para dedicar-se a isso. E menos mal que os casos de possessão, segundo conta depois o padre Fortea, são muito poucos. Ele está há cinco anos exercendo e teve apenas quatro na Espanha. Mas, enquanto preparava sua tese, assistiu a outros 13 exorcismos. Nota-se que tem prática: manda, ameaça, insiste e, com voz suave, mas enérgica, tortura o diabo sem piedade. Com o que mais lhe dói. Sempre em nome de Deus. Não parece ter medo algum. E isso que já sabe o que é ser atacado por Satanás. Uma vez, em um exorcismo, diz que o diabo lhe fez sentir a mesma sensação e a mesma dor do que leva uma punhalada no braço.

Fortea sai da capela e meu coração acelera, pensando o que pode ocorrer agora sem a presença tranqüilizadora do exorcista. Mas não acontece nada. Ou sim. Maria, a mãe, pega o livro do rito e começa a repetir as mesmas ou parecidas frases do exorcista. Com calma, mas com decisão, parece não se dirigir a sua filha, mas ao Maligno que a possui:

-Em nome de Cristo te ordeno sair.
-Não.
-Abre os olhos e olha a Virgem, encrespa enquanto voltar o olhar sobre um postal da Virgem de Fátima.Mas, por toda resposta, obtém um grunhido. Então pega o crucifixo.
-É teu Criador, vês?
-Sim, diz a voz de além-tumba acompanhada de rugidos e grunhidos constantes.
-Olha, Zabulon, não resista. Sabes que é teu dia e tua hora. Chegou teu dia e tua hora.
-Nãããããooo...
-Por que resiste?
-Estou farto. Já te disse muitas vezes.
-Diga a esses senhores por que não te vais.
-Uhhhh.
-Diga-o claramente.
-Não quero.
-Diga-o em nome de Cristo
-Para que creiam em Satanás.
-São Jorge, vem. São Jorge, vem. Vem, São Jorge. Sai dela São Jorge.
A possessa pára um segundo, sorri e diz, com deboche:
-Sai são Jorge...

Aproveita o erro da improvisada exorcista e fará o mesmo, logo depois, com um pequeno equívoco do padre Fortea. Mas Maria não se dá por vencida. É uma autêntica Dolorosa ao pé da cruz de sua filha possuída. Sinto tanta pena que também me ajoelho e, entre lágrimas, suplico a Deus (em voz baixa, não me atrevo a intervir mais diretamente) que, pelo que mais queira, liberte Marta. Meu companheiro faz o mesmo. Fazia tempo que não rezava com tanto fervor.

Então entra de novo o exorcista, pega uma caixinha com hóstias consagradas do sacrário e se coloca diante da jovem:

-Veja o Rei dos Reis e ajoelha-te diante dEle.
-Não.
-Servo desobediente e rebelde, ajoelha-te, repete o padre Fortea, exibindo a hóstia consagrada.
-Assassino, deixa-me.
-São Jorge, faz com que se ajoelhe.

E como rapidamente, com a menção de são Jorge, a possessa se ajoelha e o padre Fortea faz com que abra a boca e receba a sagrada comunhão. E continua torturando o diabo que está em Marta. Após dar a comunhão, pega uma Bíblia e recita o Apocalipse: "Então o diabo foi arrojado à língua de fogo e enxofre... ali será atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos". E faz o diabo repetir frase por frase.

-Repete: Quanto mais teria me valido seguir a luz.
-Quanto-mais-teria-me -valido-seguir-a-luz, repete entre dentes e arrastando cada palavra.

E assim durante um longo tempo. O exorcista parece um professor que ensina uma criança rebelde, que repete à força entre bufos e alaridos, frases como estas: "Senhor, tu és Rei. Eu sou tua criatura. Nada escapa de teu poder. És o Alfa e Omega..."

-Já chega. Estou me cansando, grunhe.

Mas o padre Fortea persiste em acosso, pega um banquinho e se sente diante da possessa com um crucifixo na mão. "Hic est dies", repete com força. Por um momento, creio que vai conseguir.

-Quanto mais demores em sair, mais gente crerá em Deus. És um pregador de Deus. Aproxima-te, senta-te e beija Cristo crucificado. Dai-lhe um beijo de respeito e homenagem.

Como zumbi, Marta se senta e se aproxima da cruz. Tem os olhos em branco e a boca espumando, mas beija o crucifixo. Então Fortea a segura suavemente por um braço, a faz levantar a obriga a percorrer a capela e a beijar a Virgem e o Sacrário.

-Aquí está Deus. Repete sete vezes: Iesus, lux mundi. A possessa repete, mas ao terminar lança um olhar como de fogo e diz:
-Assassino, deixa-me, não posso mais. Mas o exorcista continua mais um tempo.

Passou uma hora. Fortea pára um pouco. "Agora a senhora", diz à mãe. E sai da capela. E Maria se inclina sobre sua filha e começa a repreender Zabulón:

-Tens que deixar esta criatura. Pelo sangue de Cristo, deixe-a. Seus anjos estão com ela. Vêm os três arcanjos. A Virgem vai te esmagar a cabeça...

Zabulón continua bufando e se retorcendo, mas não parece disposto a ir embora. Novamente entra o padre Fortea:

-Não temes a sentença de Deus?
-Sei qual é, grita desgarrada.

Sozinhos com a endemoniada

O padre Fortea olha a mãe: "Não se vá. Deixemo-los por hoje". Levanta-se e vai. Os gritos se detêm em seco. Noto certa decepção no rosto de Maria. Deu-me a sensação de que esperava que fosse hoje. Passou quase três horas de joelho, mas em sua cara não há sinais e cansaço, apenas de certa desilusão. Recolhe com paciência a imagem da Virgem e o crucifixo e sai da capela. Meu companheiro e eu ficamos sozinhos com a endemoniada. Alguns segundos que se fazem eternos. Ficamos grudados no banco, sem respiração. De repente, volta-se para nós, abre os olhos (que manteve em branco durante três horas) e nos lança um olhar que não esquecerei enquanto eu viver. Seus olhos são de outro mundo. Nunca vi algo assim em minha vida. Ao mesmo instante, o olhar volta a ser o de Marta, que nos sorri, levanta-se com tranqüilidade, senta-se no banco e tira as meias brancas que dobra com muito cuidado. Noto que apenas transpira, apesar das três horas de exercício contínuo. Coloca os brincos e volta a sorrir.

-Como está?
-Cansada
-Sabe o que aconteceu?
-Não, não lembro. E enquanto nos fala, pega a estampa e o crucifixo, os que um instante atrás tanto odiava, e os beija com carinho.
- Sente dor de garganta?
-Não.

E sua voz é tão suave como quando chegou. Ninguém diria que por essa mesma garganta saíram guinchos durantes três horas.

-Sabes por que está aqui?
-Sim, isso eu sei. Sei que tenho...

Não termina a frase. Respeitamos seu silêncio. Saímos e nos sentamos em uma sala contígua os cinco. Marta está tranquila. Volta a ser a menina tímida de antes.

"Todas as noites", nos conta Maria, "antes de me deitar pego o crucifixo, do qual nunca me separo, e abençôo o meu quarto: "Em nome de Deus, maus espíritos saiam deste quarto. E ela, antes de se deitar, sempre me pergunta: "Mãe, já abençoou o quarto?"" Mas mesmo assim sente medo. Como quando as mãos de sua filha se tornaram garras ao tocar a cruz ou quando a persignei com os dedos abertos, em forma de chifres, para crava-los nos olhos."Sempre ameaças que, afortunadamente, nunca cumprem".

E antes de se despedir, repete uma súplica: "Que os bispos e as pessoas se conscientizem. Que tenha muito mais exorcistas". Abraça sua filha, as duas sobem no carro do padre Fortea e vão embora. Marta volta-se e nos olha. Seus olhos são o grito de angústia do escravo acorrentado. O padre Fortea fica de me ligar quando ocorrer a libertação definitiva.

Rezo por Marta e por sua mãe. O que vi não é uma montagem.

Assim é Zabulon

"Não fala muito, mas é muito inteligente". Assim descreve o padre Fortea a Zabulon, o inimigo contra o qual vem lutando há sete meses. No princípio, o padre Fortea pensou simplesmente que assim se chamava o décimo filho de Jacó e Lia, sua mulher. Depois, investigando um pouco mais, deu-se conta de que estava lidando com um dos demônios mais poderosos do inferno.

Apareceu apenas três vezes na História. A primeira, em Ludón (França), no século XVI. Quase todas as freiras de um convento ficaram possuídas por uma multidão de diabos, que as atormentavam sem cessar. O chefe era Zabulon. A segunda, foi nos anos 50, em um caso de exorcismo realizado pelo padre Cândido, o exorcista italiano mestre do padre Amorth. E agora, voltou a aparecer. Continua…

Fonte: ACI DIGITAL

► Leia mais...

Profecia de Ana Catalina Emmerich – Parte II


A NATUREZA FERIDA DE MORTE

katharina02 Vi a Terra como uma superfície redonda, coberta de escuridão e trevas. (AA.II.158) Tudo secava e parecia perecer. Via isto em inumeráveis detalhes com criaturas de toda espécie - tais como as árvores, os arbustos, as plantas, as flores e os campos. Era como se a água tivesse sido tirada dos ribeiros, das fontes, dos rios e dos mares, ou como se ela voltasse a sua origem, às águas que estão acima do firmamento e ao redor do Paraíso. Atravessei a terra desolada e vi os rios como linhas delgadas, os mares como negros abismos, onde não se via mais do que alguns charcos de água ao centro. Todo o resto era lama espessa e turva na qual via animais e peixes enormes presos, lutando contra a morte. Ia o suficientemente longe para poder reconhecer a orla do mar onde tinha visto, antes, São Clemente se afogar. Passei, também, por lugares e por homens no mais lamentável estado de confusão e perdição e, à medida que a terra se tornava mais desolada e mais árida, contemplei as obras tenebrosas dos homens que as cruzavam. Vi muitas abominações bem de perto; reconheci Roma e vi a Igreja oprimida e sua decadência no interior e exterior. (AA.III.158)

CINQÜENTA OU SESSENTA ANOS ANTES DO ANO 2000

No meio do Inferno havia um abismo horrível; Lúcifer foi ali precipitado, carregado de correntes, uma espessa fumaça o rodeava por toda parte. Seu destino era regulado por uma lei que Deus mesmo havia ditado; vi que, cinqüenta ou sessenta anos, se não me equivoco, antes do ano 2000, Lúcifer haveria de sair durante algum tempo do abismo.

Vi muitos outros dados que esqueci, outros demônios deviam também ser postos em liberdade numa época mais ou menos longínqua, com o fim de tentar os homem - e de servir de instrumentos à justiça divina. Muitos destes demônios devem sair do abismo nesta época, e outros de aqui a pouco tempo. (DD.452)

Vi que os apóstolos foram enviados à maior parte da Terra para abater, por todas as partes, o poder de Satã, e para contribuir com bênçãos, e que as regiões onde operaram eram as que tinham sido mais fortemente envenenadas pelo inimigo.

Se estes países não perseveraram na fé cristã, e estão agora deixados ao abandono, isto foi, como o vi, por sábia disposição da Providência. Estes deviam ser somente abençoados para o porvir, e permanecem baldios com o fim de que, semeados de novo, levem frutos em abundância quando os demais se tenham ficado sem bases. (AA.II.340)

Quando Jesus desceu sobre a Terra, e foi a terra regada com seu sangue, a potência infernal diminuiu consideravelmente, e suas manifestações se fizeram mais tímidas. (BV.56)

A RECONSTRUÇÃO DA IGREJA

Então, vi reconstruir a Igreja muito rapidamente e com mais magnificência que nunca. (AA.III.114) Vi uma mulher cheia de majestade avançar na grande vaga que está diante da Igreja. Ela mantinha seu amplo manto sobre os dois braços e se elevava suavemente no ar. Pousara sobre o domo e, agora, estende sobre toda a extensão da Igreja seu manto, que parecia irradiar ouro. Os demolidores tinham tomado um momento de repouso mas, quando quiseram voltar ao trabalho, foi-lhes absolutamente impossível acercar-se ao espaço coberto pelo manto. (AA.II.204)

Depois vi, ao longe, acercar-se grandes cortes, ordenadas em círculo ao redor da Igreja, umas sobre a Terra, outras no Céu. A primeira se compunha de homens e mulheres jovens, a segunda, de pessoas casadas de toda condição, entre as quais, reis e rainhas, a terça, de religiosos, a quarta, de militares. Diante destes vi um homem montado sobre um cavalo branco. A última tropa estava composta de burgueses e de paisanos dos quais muitos estavam marcados na testa com uma cruz vermelha. (AA.III.113)

Vi a Igreja de São Pedro: estava nua, com exceção do coro e do altar maior. Depois, vieram de todas as partes do mundo, sacerdotes e laicos que refizeram os muros de pedra. (AA.III.118)

Enquanto se acercavam, cativos e oprimidos foram libertos e se uniram a estes. (AA.III.114)

Todos os demolidores e conjurados foram expulsos de todos os cantos e, sem saber como, reunidos numa única massa confusa e coberta de bruma. Eles não sabiam nem o que tinham feito, nem o que deviam fazer, e corriam, batendo a cabeça uns contra os outros. Quando foram reunidos numa só massa, vi-os abandonar sua missão de demolição da Igreja, e perder-se nos diversos grupos. (AA.III.114) Então, vi a Igreja se refazer muito rapidamente e com maior poder e grandeza que nunca: porque as pessoas de todas as cortes faziam passar as pedras de um extremo do mundo ao outro. Quando os grupos mais afastados se acercavam, os que estavam mais perto do centro se retiravam após os outros. Era como se representassem as diversas obras da oração, e o grupo de soldados, as obras da guerra. Vi neste, amigos e inimigos pertencentes a todas as nações. Eram, simplesmente, militares como os nossos (como os soldados de seu tempo), e vestidos de forma igual (com uniformes).

O círculo que formavam não estava fechado, mas tinha, na direção ao norte, um grande intervalo vazio e sombrio: era como um buraco, como um precipício. Tive o sentimento de que havia ali um território coberto de trevas. (AA.III.114)

Vi também uma parte deste grupo permanecer atrás: não queria ir mais adiante - e todos tinham um aspecto sombrio, e permaneciam uns contra outros. Em todos estes grupos, vi muitas pessoas que deviam sofrer o martírio por Jesus: havia ali, entretanto, muitos perversos, e outra segregação teria que se suceder para mais adiante...

Não obstante, vi a Igreja completamente restaurada; e acima dela, sobre uma montanha, o Cordeiro de Deus rodeado de um grupo de virgens com palmas nas mãos, e também os cinco círculos formados pelas cortes celestiais correspondentes àquelas daqui de baixo, pertencentes à Terra. (AA.III.113-115)

A GUERRA ESPIRITUAL

Vi grandes tropas, vindas de vários países, dirigirem-se a um ponto, e combates que se travavam por toda parte. Vi, em meio a estes, uma grande mancha negra, como um enorme buraco. Os que combatiam ao redor eram cada vez menos numerosos, e muitos caíam, sem nem se dar conta. Durante esse tempo vi, todavia, em meio a desastres, os doze homens (os apóstolos dos últimos tempos) que já narrei, dispersos em diversos lugares sem saber nada uns dos outros, receberem raios de água viva (que abundam da Montanha dos Profetas).

Vi que todos tinham o mesmo trabalho em diversos cantos; que não sabiam de onde se havia pedido que o executassem, e quando algo se concluía, lhes eram mostradas outras para que se fizesse. Eram sempre em doze, onde ninguém tinha mais de quarenta anos... vi que todos recebiam de Deus o que se tinha perdido, e que operavam o bem por todos os lados; eram todos católicos. Vi também, nos tenebrosos destruidores, falsos profetas e gente que trabalhava contra os escritos dos doze novos apóstolos.

Como as forças dos que combatiam ao redor do tenebroso abismo se iam debilitando cada vez mais, e como durante o combate toda uma cidade se tinha desaparecido, os doze homens apostólicos ganhavam, sem cessar, um grande número de aderentes, e da outra cidade (Roma) partiam como um cone luminoso que entrava no círculo sombrio. (AA.III.159)

AS DUAS CIDADES

Vi em duas esferas opostas o império de Satã e o império do Salvador. Vi a cidade de Satã e uma mulher, a prostituta da Babilônia, com seus profetas e suas profetisas, seus taumaturgos e seus apóstolos. Aí, tudo era rico, brilhante, magnífico, comparado com o império do Salvador. Vi ali reis, imperadores, sacerdotes magnificamente vestidos, e em suas carruagens; Satã tinha um trono magnífico.

Ao mesmo tempo vi o império do Salvador, pobre visível apenas sobre a Terra, afundado no luto e na desolação. A Igreja me foi apresentada ao mesmo tempo sob os feitos heróicos da Virgem e do Salvador na cruz, cujo lado entreaberto parecia indicar ao pecador o asilo da graça. (BB.IV.168)

O PAPA FUTURO

Lhe vi ao mesmo tempo, suave e severo. Sabia atrair os bons sacerdotes e rejeitar pra longe os maus. Vi tudo renovar-se, e uma Igreja que se elevava até o céu. (AA.III.103)

Vi um novo Papa muito firme. (AA.III.161)

Houve, na Igreja espiritual, uma festa de ação de graças; havia ali uma glória maravilhosa, um trono magnificamente enfeitado. São Paulo, Santo Agostinho e outros santos convertidos figuravam de uma maneira muito especial. Era uma festa onde a Igreja triunfante agradecia a Deus de uma grande graça que deveria se consumar no futuro. Era algo como uma consagração futura. Isto tinha relação com a mudança moral operada num homem esbelto e muito jovem, que deve, um dia, chegar a ser Papa.

Também nesta visão vi muitos cristãos entrarem na Igreja. Entravam através dos muros desta. (AA.III.177)

Vi que este Papa deverá ser bem severo, e que afastará a todos os bispos mornos e frios. Mas muito tempo deve ainda se passar até que isto ocorra.(AA.III.177)

Vi este futuro Papa na Igreja ser rodeado de outros homens piedosos: estava relacionado a esse velho sacerdote que vi morrer em Roma, faz alguns dias.

O jovem já estava em seus paramentos, e parecia que receberia hoje (27 de janeiro de 1822) uma insígnia. Não é romano, senão italiano, de um lugar que não está muito afastado de Roma, e pertence, creio, a uma piedosa família nobre. (Tratava-se do futuro Papa Pio IX) (AA.III.178)

O RETORNO À UNIDADE CRISTÃ

O Papa não estava na Igreja. Encontrava-se oculto. (AA.II.493)

Creio que aqueles que estavam na Igreja não sabiam onde estivesse. Não sabiam se este rezava ou se estava morto. Mas vi que todos os assistentes, sacerdotes e laicos deviam pôr a mão sobre uma passagem do livro dos evangelhos, e que sobre muitos deles descia, como um sinal particular, uma luz que era transmitida pelos santos apóstolos e santos bispos. Vi também que vários deles o faziam apenas de maneira formal. (AA.II.493)

Muitos antigos dignatários eclesiásticos, tendo-se postos a serviço dos maus bispos, haviam deixado no esquecimento os interesses da Igreja, e passaram a se arrastar em muletas, como coxos e paralíticos; e foram levados por dois guias, e receberam seu perdão. (AA.II.492)

Fora, ao redor da Igreja, vi chegarem muitos judeus que queriam entrar, mas que não o podiam fazer ainda. Ao final, aqueles que não tinham entrado no início, chegaram, formando uma multidão inumerável: mas vi, então, o livro fechar-se inesperadamente, como sob o impulso de um poder sobrenatural. Ao horizonte, vi um sangrento e terrível combate e, especialmente, uma grande ala do lado norte e pelo poente.

Foi uma grande visão de grande impacto. Sinto muito ter-me esquecido o lugar do livro sobre o qual se devia colocar o dedo. (AA.II.493)

Conheci, por uma visão, que, ao fim do mundo, uma batalha se iniciará contra o Anticristo, nas planícies de Megido. (EE.I.234)

O TEMPO DE PAZ

Neste dia Ana Catalina teve uma longa conversa com dois de seus visitantes celestiais: São Francisco de Salgues e São Francisco de Chantal. Eles diziam que a época atual era muito triste, mas que após tantas tribulações, viria um tempo de paz no que a religião retomaria seu império, e no que haveria entre os homens muita cordialidade e caridade, e que, então, muitos conventos refloresceriam no real sentido da palavra. Tive também uma visão deste tempo longínquo que não posso descrever, mas vi sobre toda a Terra retirar-se a noite, e o amor estender uma nova vida. Tive nesta ocasião visões de toda espécie sobre o renascimento das ordens religiosas. (AA.II.440) O tempo do Anticristo não está tão próximo como alguns pensam. Terá ainda precursores. Vi em duas cidades a doutores da escola das quais sairiam tais precursores. (AA.II.441)



traduzidos do Espanhol e Alemão por Átila Soares da Costa Filho

► Leia mais...

Profecia de Ana Catalina Emmerich - Parte I



ana catalina emmerich  Ana Catalina Emmerich nasceu na Alemanha em 1774, oriunda de família muito pobre, e fez-se monja na Ordem Agostiniana na cidade de Dulmen. Teve a vida marcada por contínuas doenças, ainda agravadas ao ficar inválida devido a um acidente. Já se valia do uso de discernimentos especiais desde seu nascimento, assim como podia compreender o latim litúrgico desde a primeira vez que fora à Missa. A freira - hoje, com milagres alcançados por seu intermédio reconhecidos pelo Vaticano - foi recentemente (03 de outubro de 2004) beatificada pelo Papa João Paulo II em Roma.

Quando criança, a própria afirmava - e o faria até sua morte - que via com freqüência seu anjo da guarda, assim como tinha o Menino Jesus como colega de brincadeiras. Durante os últimos 12 anos de sua vida nada comia, exceto a Sagrada Eucaristia; nem bebia, exceto água - subsistindo totalmente por meio da Santa Comunhão. Desde 1802 até sua morte adquirira as chagas da Coroa de Espinhos - instrumento de tortura aplicado a Jesus Cristo, durante sua paixão -, e, em 1812, todos os estigmas de Cristo, inclusive uma cruz sobre seu coração, além da ferida da lança ao lado. Emmerich era vista freqüentemente levitando quando em êxtase, e ainda possuía o dom impressionante da clarividência apenas ao toque de qualquer objeto que lhe fosse apresentado.

Segundo o ator e cineasta Mel Gibson, quando este estava atrás de fontes para o roteiro de A Paixão de Cristo, pesquisando à mesa, dentro de uma biblioteca, o livro com as visões da monja a respeito das últimas horas de vida de Jesus Cristo, inexplicavelmente, saltara do alto de uma estante, e caíra sobre seu colo. Resultado: praticamente cada ação do filme é uma representação fidedigna das anotações do poeta Clemens Brentano sobre as visões da monja. O livro se chama Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus.*

Em seus últimos anos, até sua morte em 1824, a freira recebia visões de cenas ambientadas na Pré-História, da vida de personagens do Antigo Testamento - incluindo Adão e Eva, Noé, Sansão e os profetas -, assim como de Cristo, da Virgem Maria, dos apóstolos e primeiros mártires, e da vida após a morte, bem como outras vidências de fatos que se concretizariam tempos depois, como a construção do Muro de Berlim, o Concílio Vaticano II, etc. Com as anotações de suas visões em mão, descobriu Reynolds os restos da cidade de Uhr na Caldéia. E a recém-descoberta morada da Virgem Maria em Éfeso resultara também ser, exatamente, onde e tal qual a monja havia descrito - por fora e por dentro. E também foi confirmada a presença de uma "reprodução ao natural" da via crucis, ao longo de um caminho próximo à morada, montada pela própria mãe de Jesus - o que a monja já havia relatado por volta de 100 anos antes de tal verificação. Isto vinha sendo um dado, até então, totalmente ignorado no mundo cristão, após a antiguidade.

Do mesmo modo se descobriram em 1981 as passarelas sob o Templo de Jerusalém, que Ana vira ao contemplar o mistério da lmaculada Conceição de Maria - dogma que não seria proclamado pela Igreja até trinta anos depois da morte da vidente. Ana Catalina Emmerich soube, pelo próprio Cristo, que suas faculdades de visão mística sobre passado, presente e futuro eram as maiores já possuídas por qualquer ser humano na História.

A seguir, uma mostra a fins ilustrativos, visto que, na totalidade, os escritos são bastante extensos.

O MISTÉRIO DA INIQÜIDADE

"Vi diferentes partes da Terra: meu guia me disse que se tratava da Europa e, mostrando-me um rincão arenoso, disse-me estas importantes palavras: - Tenho aqui a Prússia inimiga. E me orientou, a seguir, para um ponto mais ao norte dizendo: - Tenho aqui Moscou e, com ela, muitos males." (AA.III.133)

"Os habitantes eram de um orgulho inusitado. Vi que se armavam e que se trabalhava por todos os lados. Tudo era sombrio e ameaçador"...

A CRISE UNIVERSAL

Quando alcanço um país, vejo com mais freqüência sua capital, como num ponto central - o estado panorâmico deste país sob forma de noite, de bruma, de frio; vejo também, de muito perto, as sedes principais da perdição; compreendo tudo e posso contemplar cenas onde estão os maiores perigos. Destes focos de corrupção, vejo escoamentos e pântanos estenderem-se através do país como canais envenenados ao que, no meio de tudo isto, há gente piedosa em oração, há igrejas - onde repousa o Santo Sacramento -, há corpos inumeráveis de santos e bem-aventurados, há todas as obras de virtude, de humildade, de fé; e estas exercem uma ação que sufoca, apazigua, detêm o mal, e que ajuda onde se roga. A seguir, tenho visões onde tanto os ímpios como os bons passam ante meus olhos. (AA.II.408)

Vejo rondar sobre certos lugares e certas cidades, aparições horríveis que fazem ameaças com grandes perigos ou, inclusive, com uma destruição total. Vejo tais lugares derrubarem-se, de alguma maneira, à noite: n'outras, vejo o sangue correr a rios em batalhas suspensas no ar, nas nuvens. (AA.II.408)

E, sobre estes perigos, estes castigos, não os vejo como fatos isolados, mas como conseqüência do que ocorre em outros lugares: onde o pecado gera violência e combates corporais; e vejo o pecado se transformar na vara que açoita os culpados. (AA.II.409)

Atravessava a vinha (a diocese) de São Ludger (Munique), onde encontrei tudo debaixo de grande sofrimento, como anteriormente, e passei pela vinha de São Liboire (Paderborn), onde trabalhei por último, e a encontrei em vias de melhora. Passei pelo lugar (Praga) onde repousam São João Nepomuceno, São Venceslau, Santa Ludmila e outros santos. Tinham muitos santos, mas, entre os vivos, poucos sacerdotes piedosos, e me parecia que as pessoas boas e piedosas se mantinham escondidas com freqüência. Ia sempre na direção do meio-dia (depois desta subida, a nordeste), e passava adiante da grande cidade (Viena) que domina uma alta torre, e ao redor da qual há muitas avenidas e bairros. Deixava esta cidade à esquerda e atravessei uma região de altas montanhas (os Alpes austríacos onde ainda tinha, aqui e ali, muita gente piedosa, especialmente entre aqueles que viviam dispersos: depois, indo sempre para o meio dia, cheguei à vila marítima (Veneza) onde vi, recentemente, a São Inácio e seus colegas. Vi aí também grande uma corrupção (pela cidade): São Marcos e outros santos estavam presentes. Ia pela vinha de Santo Ambrósio (a diocese de Milão). Lembro-me de muitas visões e de graças obtidas pela intercessão de Santo Ambrósio, sobretudo pela ação exercida por Santo Agostinho. Aprendi muitas coisas sobre ele e, dentre outras, que tinha conhecido uma pessoa que tinha, num verdadeiro grau, o dom de reconhecer relíquias. Tive visões a propósito desse assunto e creio que ele falou sobre isso num de seus escritos...

Cheguei à casa de São Pedro e São Paulo (Roma) e vi um mundo tenebroso, cheio de angústia, de confusão e corrupção... vi nesta cidade terríveis ameaças vindas do norte. Partindo daí, atravessei as águas (o Mediterrâneo), atingindo as ilhas onde há uma mistura do bem e do mal, e constatei que os mais isolados eram os mais felizes - e os mais luminosos: depois fui à pátria de Francisco Xavier (Espanha), visto que eu viajava na direção do poente. Vi ali numerosos santos e o país ocupado por soldados vermelhos. (AA.II.411)

Seu chefe (o de Espanha) estava na direção do meio-dia de além-mar. Vi este país (onde se encontrava o chefe) passivamente calmo em comparação à pátria de Santo Inácio, onde entrei logo a seguir, e a vi num estado horrível. (AA.II.414)

Vi trevas estendidas por toda esta região sobre a qual repousava um tesouro de méritos e de graças provenientes de Santo Inácio. Eu me encontrava no ponto central do país. Reconheci o lugar onde, muito tempo antes, havia visto inocentes arrojados numa fogueira. (AA.II.414)

Vi, finalmente, os inimigos do interior, avançando por todos os lados. Aqueles que atiçavam o fogo, agora, se atiravam, eles mesmos, à fogueira. (AA.II.415)

Vi enormes abominações estenderem-se sobre o país. Meu guia me disse: "Hoje Babel está aqui.". E vi por todo o país uma longa corrente de sociedades secretas, com uma missão como em Babel, e vi o encadeamento destas coisas, até a construção da torre, num tecido, fino como uma teia de aranha, estendendo-se através de todos os lugares e de toda a História: o produto supremo desta floração era Semirâmis, a mulher diabólica. (AA.II.415)

Vi destruir tudo o que era sagrado e a impiedade e a heresia se irromperem. (AA.II.415)

Havia uma ameaça de guerra civil, e de uma crise interna que iria destruí-lo todo. (AA.II.415)

Após este país desgraçado (Espanha), fui conduzida acima do mar, aproximadamente ao norte, numa ilha onde esteve São Patrício (Irlanda). Não tinha mais que católicos, mas estavam muito oprimidos: mantinham, no entanto, relações com o Papa, mas em segredo. Havia ainda muito de bom neste país pois as pessoas eram unidas entre si. (AA.II.416)

Da ilha de São Patrício cheguei, através de um braço de mar (Mar da Irlanda), a uma grande ilha.

Era sombria, brumosa e fria.

Vi por aqui e ali alguns grupos de piedosos sectários (...) o resto, encontravam-se todos numa grande agitação.

Quase todo povo estava dividido em dois partidos, que estavam ocupados com intrigas tenebrosas e más.

O partido mais numeroso era o mais perverso: o menos numeroso tinha os soldados a suas ordens; também não valia grande coisa, no entanto, valia mais. Vi grande confusão e uma luta se aproximar, e vi o partido menos numeroso tomar o poder.

Havia em tudo isto manobras abomináveis: traições mútuas, todos se vigiavam uns aos outros, e cada um parecia ser o espião de seu vizinho.

Acima deste país vi uma grande quantidade de amigos de Deus de tempos passados: quantos santos reis, bispos, propagadores do cristianismo que tinham vindo de lá, e faziam a Alemanha trabalhar a nosso favor! Vi Santa Walburge, o Rei Eduardo, Edgar e também Santa Úrsula.

Vi muita miséria no país frio e brumoso: vi a opulência, vícios e numerosos navios.

Dali, fui ao levante, além do mar, a um território frio onde vi Santa Brígida (da Suécia), São Canut (Rei da Dinamarca e seu patrono) e São Eric (Rei da Suécia). Este país era mais tranqüilo e pobre que o precedente, mas também era frio, brumoso e sombrio. Não lembro mais o que vi, ou o que se fez ali. Todo mundo era protestante. (AA.II.417)

Deste lugar, me dirigi a um imenso território (Rússia) completamente tenebroso e cheio de maldade, dali surgiam grandes tormentas. Os habitantes eram de um orgulho inusitado. (AA.II.418)

Construíam grandes igrejas e acreditavam estar com a razão. Vi que se armavam e que se trabalhava por todos os lados: tudo era sombrio e ameaçador. Vi São Basílio e outros. Avistei sobre o castelo de telhados deslumbrantes o Maligno, que se mantinha nos pináculos. (AA.II.418)

Enquanto tudo isto surgia como um desenrolar de cenas tenebrosas que vejo nestes países, também vejo os bons germes luminosos que há neles; e iniciam-se mais cenas, situadas numa região mais elevada. Vejo acima de cada país um mundo de luz que representa tudo que se fez por este através dos santos - filhos destes países, os tesouros de graças da Igreja, que os mesmos fizeram descer sobre si pelos méritos de Jesus Cristo. Vi, acima das igrejas devastadas, sobrepujarem-se as igrejas na luz; vi os bispos e os doutores, os mártires, os confessores, os videntes e todos os privilegiados da graça que viveram ali: entro nas cenas onde figuram seus milagres e as graças que estes têm recebido, e tenho as visões, as revelações, as aparições mais importantes que receberam. Vejo todas as suas vidas e suas relações, a ação que exerceram de perto ou de longe, o encadeamento de seus trabalhos, e os efeitos produzidos por estes até distâncias mais afastadas. Vejo tudo o que foi feito, como tudo foi aniquilado e como, contudo, a bênção permanece sempre sobre as vias que estas pessoas percorreram. Como se permanece sempre em união com a pátria e seu rebanho pela intermediação de gente piedosa que guarda suas memórias. Particularmente, seus esqueletos, onde repousam, são, por meio de uma relação íntima que religa o homem de hoje a estes - que se foram -, fonte de caridade e de intercessão.

Sem o socorro de Deus não se poderia contemplar tanta miséria e abominação - que provocariam tal caridade e misericórdia -, sem que se morresse de dor. (AA.II.409)



traduzidos do Espanhol e Alemão por Átila Soares da Costa Filho

► Leia mais...

Insubstituíveis

gatinhos Muitos dizem que ninguém é insubstituível, mas eu acredito que há pessoas que são insubstituíveis sim, entre elas estão os amigos.

 

Amigo, esse ser especial que o Senhor colocou em nossa vida para fazer dela um sonho real. Amigos são anjos sem asas que velam por nós, alegrando-se de nossas conquistas e chorando nossas derrotas, partilhando nossas felicidades e nossos sofrimentos.

 

Amigos são aquelas pessoas que estão unidas a nós não por laço familiar ou por interesse sexual, mas por amor! Um amor diferente, especial, que os torna parte de nós, parte essencial inclusive. É um amor que foge a toda compreensão humana pois, os amigos são mesmo seres essenciais e com esses nos tornamos um só coração e uma só alma. Às vezes até desenvolvemos uma espécie de telepatia que nos indica quando algo não vai bem.

 

É interessante como podemos esquecer alguém que conhecemos há alguns meses, mas jamais nos esquecemos dos amigos, mesmo que passemos anos sem vê-los.

 

Houve um tempo, em que achei que se eu fizesse novas amizades poderia me livrar da saudade que tenho dos amigos que estão longe mas, descobri que cada amigo é único e tem seu lugar especifico e eterno em nossa vida. É impossível que um amigo substitua outro pois, os novos amigos ocupam lugares exclusivamente deles. Cada amigo é especial com seu modo de ser e importante num determinado aspecto.

 

As características particulares de cada amigo é que os torna especiais, únicos, e importantes a seu modo. Cada um tem seu valor, seu “Q” especial. Podemos estar cercados por todos os nossos amigos, mas, se um não estiver presente sentimos sua falta; sentimos que falta um pedaço em nós! E amizade deve ser isto mesmo, carregar em nós um pedacinho do outro e o outro carregar um pedacinho de nós.

 

O fato é que nem a distância e o tempo são capazes de extinguir uma verdadeira amizade pois, o amor não conhece tempo ou distancia e as pessoas que amamos serão sempre insubstituíveis.

► Leia mais...

A fé em Jesus, é a certeza que jamais decepciona!

crianca Hoje, uma amiga muito querida, deixou em minha página de recados do Orkut uma frase que me fez pensar um bocado (é interessante, mas nesses últimos dias, muitas frases singelas têm me feito pensar um bocado): “a fé é a única certeza que não nos decepciona.”

Quanta verdade nestas palavras! Talvez seja esta a maior de todas as verdades que alguém já me disse em toda a minha vida!

Muitos de nós passamos a vida inteira sofrendo decepções porque põe toda sua esperança na mão de pessoas, frágeis e limitadas como elas; pessoas que errem, que sofrem, choram, ficam doentes, como elas; pessoas que não estão isentas de errar.

As decepções acontecem porque em nossa carência, em nossa necessidade de ter alguém partilhando da nossa vida acabamos idealizando as pessoas que estão a nossa volta e criamos um modelo de pessoa que esta acima do bem e do mal; é ai que nos esborrachamos de cara no chão!

A fé é realmente a única certeza que não nos decepciona, mas a fé em quem? A fé em Jesus, a fé em Deus! Nossa esperança de felicidade deve estar depositada na fé que temos Nele, logo nossa felicidade deve ser depositada Nele! Só Ele pode fazer por nós o impossível, só Ele pode fazer tudo por nós! È nele que devemos ter a certeza de que não nos decepcionaremos! Não existe outra certeza além dessa capaz de realizar além do que esperamos, queremos ou imaginamos!

Quem nunca errou, um dia vai errar; Jesus não! Ele nunca erra; tudo que faz sempre concorre para nosso bem! É Nele que devemos por toda nossa esperança, pois Ele é a certeza que jamais decepciona! Jesus jamais decepciona quem confia Nele.

► Leia mais...

Prêmio Blogueiro Fiel

blueribbonÉ com enorme carinho e agradecimento, que  ofereço a minha estimada amiga, Marinilce, este Prêmio Blogueiro Fiel, pela forma dedicada com que tem conduzido  os seus três blogs ( www.ofsrumoasantidade.blogspot.com / Caminho e Santidade; www.marinilcearaujo.blogspot.com / Blog da Marinilce; www.todeolhohein.blogspot.com / Tô de Olho Hein!) não apenas com o intuito de expressar suas idéias, mas de pô-las a serviço do bem comum.

Este gesto simples e simbolico de conceder um selinho representa antes de mais nada, toda a admiração e carinho que tenho por esta pessoa tão especial.

► Leia mais...

English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Ferramentas Blog

Meus Videos

Solidariedade

Deixe-me Nascer

 
▲ TOPO ▲